Crítica | O Santo de Todos – Filme Joga Luz Sobre Trajetória de Vida de Arcebispo Claret

Em tempos obscuros, os bons exemplos é o que nos leva adiante. É preciso saber que existiram pessoas do bem, que de fato se preocupavam com os outros apesar das amarras sociais que engessam as boas ações. Daí a importância de um drama como ‘O Santo de Todos’ chegar esse mês aos cinemas brasileiros, às vésperas do Dia de Nossa Senhora de Aparecida, para aquecer e inspirar os corações dos fiéis.

Em 1930, o escritor e intelectual Azorín (Carlos Cañas) descobriu um engano que havia sido propagado por quase 60 anos: a vida e obra do Arcebispo espanhol Antônio María Claret (Antonio Reyes), fundador dos Missionários Claretianos, havia sido adulterada. Baseado em eventos reais, ‘O Santo de Todos’ refaz o caminho desta investigação, que leva a conhecer a história, o pensamento e os fatos autênticos que levaram à ação do antigo arcebispo de Cuba e, posteriormente, confessor da Rainha Isabel II (Alba Recondo).

Em cerca de duas horas de duração ‘O Santo de Todos’ delineia toda a trajetória do Arcebispo desde antes, quando ainda queria ser um comerciário e levou uma rasteira de um colega que lhe roubou o prêmio da megassena, passando pelo seu exílio forçado na ilha de Cuba, onde compreendeu de fato sua vocação, e seu retorno à Espanha, onde atendeu como confessor da rainha espanhola durante um sensível período daquela monarquia. Escrito e dirigido por Pablo Moreno, o longa consegue equilibrar bem a emoção do biografado com o fervor religioso, sem recair no melodrama exagerado que muitas obras desse gênero acabam escorregando.

Emocionante e inspirador, ‘O Santo de Todos’ é um filme que contempla seu público-alvo com uma história para refletir e impulsionar o bem-querer. Em tempos polarizados e cercados de ódio, histórias como a do Arcebispo Claret pode ser o refúgio certo para desanuviar da realidade e se alimentar de bom exemplo, pensando num futuro melhor.

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