Crítica | Sorria – TERROR com Origem no Brasil Abre Bem o Mês do Halloween nos Cinemas!

Às vezes um bom filme de terror só precisa de uma boa história, que seja bem executada de modo que o espectador se sinta entretido, tendo alcançado a satisfação dentro daquilo que o filme tenha proposto. Em filmes de terror, o que não dá para acontecer é frustração: o espectador se sentir enganado pela tal explicação da história – e isso acontece com mais frequência do que gostaríamos de admitir. Porém, vez ou outra as produtoras lançam um bom entretenimento para os fãs do gênero, como o novo ‘Sorria’, longa que cumpre o que promete e que estreia nas salas brasileiras a partir dessa semana.

Rose Cotter (Sosie Bacon) trabalha como terapeuta em um importante hospital, atendendo a pacientes com distúrbios psiquiátricos. Sua rotina segue normalmente até o dia em que a jovem Laura (Caitlin Weaver) é levada ao hospital por conta de um surto pós-traumático, depois que seu professor se suicidou na sua frente. Rose sabe lidar com esse tipo de situação, porém Laura insiste que não tem nenhum transtorno, e que na verdade o que está acontecendo é que uma espécie de entidade ou espírito a está perseguindo, ora transformando-se em pessoas que ela conhece, ora sendo um completo desconhecido, apossando-se do corpo das pessoas, sempre com um sorriso maligno no rosto. Só que no meio da consulta Laura começa a gritar e acaba se matando na frente de Rose. Apesar do choque, a terapeuta acredita que conseguirá seguir adiante com sua vida, entretanto, aos poucos vai ficando bastante evidente que o que quer que estivesse perseguindo sua paciente anteriormente, agora mantém um interesse focado na vida de Rose.

Sorria’ traz entretenimento e história na medida certa, sem nem abusar de efeito especial nem abusar da paciência do espectador. Parker Finn brinca com a câmera para mostrar seu portfólio e ganhar a confiança do público, dominando filmagem de drone e ângulo holandês, como uma moldura enfeitada da plausível história que compartilha com os fãs de terror. Em duas horas de duração, diverte, assusta, faz pular da cadeira e ainda deixa gancho para haver continuação. Um bom início para o mês do Halloween!

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