Crítica | A Mulher Rei – Viola Davis BRILHA em Épico Histórico Fundamental Para o Cinema Mundial

Não é todo dia que a gente vê uma obra-prima. Nós assistimos muitos filmes e séries, muitos doas quais são muito bons. Mas, quando nos deparamos com uma obra-prima, temos certeza de que estamos diante de um divisor de águas, e é o caso de ‘A Mulher Rei’, novíssimo lançamento nas salas de cinema brasileiro e que já é, sem sombra de dúvidas, um filme fundamental para a história do cinema mundial.

Nanisca (Viola Davis) é a general que lidera o grupo de Agojie, mulheres-guerreiras que defendem o reino do Rei Guezo (John Boyega), no Daomé. O grupo recebe a jovem Nawi (Thuso Mbedu) para treinar, junto com outras moças, ao mesmo tempo em que precisam defender o território contra as investidas dos Oyo, grupo rival que busca escravizar pessoas africanas para vendê-las aos colonizadores. Numa busca de manter a autonomia do Daomé e encaminhá-lo para um futuro sem escravidão, voltado à produção de azeite de dendê. Mas nem todo mundo concorda com isso…

Chega a ser difícil de falar de um filme como ‘A Mulher Rei’ encontrando as palavras certas, pois, dada a imensidão narrativa, é o tipo de filme que você precisa digerir durante um tempo, para só então ser capaz de falar a respeito.

O grande mérito do longa de Gina Prince-Bythewood é jogar luz sobre personagens reais da história africana – personagens estas desconhecidas pelo grande público hollywoodiano e por todas as culturas fora do continente. As agojies existiram, foram grandes guerreiras, e realizar um filme sobre elas é cumprir o papel semiótico que a indústria cinematográfica possui.

A Mulher Rei’ é um filme sem defeitos, capitaneado por um elenco de mulheres fortes, potentes e extremamente talentosas, desde Viola Davis a Lashana Lynch; um figurino dedicado a retratar com veracidade a época colonial, um roteiro preocupado em dar voz às figuras emblemáticas das agojies sem trazer o assunto da colonização como tema principal. ‘A Mulher Rei’ é uma obra-prima, um grande serviço para as artes e para a humanidade. Aposta certa no Oscar 2023.

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