Crítica | ‘Era Uma Vez Um Gênio’ – George Miller Realiza Sonho em Fábula Fantasiosa com Idris Elba e Tilda Swinton

Você provavelmente já ouviu falar do nome George Miller, que é o realizador de uma das franquias mais bem recebidas do cinema: ‘Mad Max’. Recheada de ação, terror e muita adrenalina futurista, os filmes, que levaram Mel Gibson ao estrelato mundial, ajudaram a construir uma assinatura para o diretor australiano, cujas características podiam ser percebidas inclusive em outras produções suas fora da franquia. E agora o diretor volta em cartaz com seu mais novo projeto, ‘Era Uma Vez Um Gênio’, que chega essa semana aos cinemas nacionais.

Alithea (Tilda Swinton) é uma acadêmica solitária, sem família, que desde criança sempre ouviu e escreveu as histórias em sua cabeça. Quando, durante uma viagem, encontra uma garrafinha mágica que, ao ser aberta, libera um gênio (Idris Elba), Alithea se vê diante de um dilema moral: sem ter nenhum desejo para si mesma, como ajudar a realizar os três pedidos que seu amigo Gênio lhe pede, para que, assim, ele possa ser libertado de sua maldição?

Com quase duas horas de duração, fica evidente que ‘Era Uma Vez Um Gênio’ é um projeto de realização pessoal de George Miller, e não necessariamente dialoga com os outros trabalhos de sua carreira. Então, para quem é seguidor da franquia ‘Mad Max’, fica o aviso de que ‘Era Uma Vez Um Gênio’ tem uma proposta bem diferente.

Feita a ressalva, ‘Era Uma Vez Um Gênio’ se debruça na precisão estética para recriar as cenas de fantasia da narrativa com ar lúdico e imaginativo, recuperando o tom fabulesco que por tanto tempo se afastou do cinema. Entretanto, exatamente por isso o projeto fica meio perdido em seu objetivo: para o público adulto, o tom exótico dos contos narrados pelo protagonista são visualmente interessantes, mas de pouco engajamento, posto que não há ação nem aventura o suficiente para imergir o espectador; para o público infantil, os episódios são adultos demais.

Era Uma Vez Um Gênio’ se assemelha aos clássicos de fantasia dos anos 1980, que não se preocupava comercialmente com o público atingido. É cinema pela arte, pelo desejo de seu diretor – e, talvez por isso, não é exatamente um filme comercial.

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