Crítica | ‘Thor – Amor e Trovão’ – É Vários Filmes em um só!

Thor: Amor e Trovão‘ parece vários filmes em um, tem a parte padrão de super-heróis da Marvel, uma aventura super empolgante para crianças sobre ser seu próprio salvador, há uma história de amor tocante e emocionalmente madura, e ainda tem a história sobre um vilão tão imerso em seu niilismo hipócrita que quer provar que Deus está morto matando todos os deuses. Este é, no entanto, um filme de Taika Waititi mais do que qualquer outra coisa, o que significa que vale a pena a viagem, e podemos ter certeza de que ‘Thor: Amor e Trovão‘, o produto singular de todas essas partes, é profundamente engraçado e adorável de se assistir.

Thor (Chris Hemsworth) está aproveitando seu tempo como Guardião da Galáxia e procurando seu lugar e propósito no universo,  quando Gorr (Christian Bale), começa a matar seres supremos obrigando Thor a voltar a Nova Asgard na Terra para detê-lo com a  ajuda da Valquíria (Tessa Thompson), que assumiu os deveres de Thor como rei, Korg ,de Waititi, um gentil pedaço de rocha que fornece alívio cômico e comentários inteligentes, da Poderosa Thor ( Natalie Portman), sua ex-namorada, Jane Foster e não podemos esquecer das as cabras gritantes.

É muito, muito difícil não sentir falta do Loki de Tom Hiddleston, que forneceu um contraste tão perfeito para Thor nos filmes anteriores, mas pelo menos os novos amigos de Thor não são tão propensos a apunhalá-lo pelas costas.

Além de dirigir, Taika Waititi também escreveu o roteiro junto com a co-roteirista Jennifer Kaytin Robinson (Gavião Arqueiro). Portman pode ser a maior revelação aqui, ela não participou do ‘ Thor: Ragnarok’ e parecia satisfeita em deixar o universo de Thor para trás, mas Waititi parece tê-la atraído de volta com um papel bom que finalmente faz justiça a Jane e finalmente dá a ela e Thor o tipo de história que faz você apreciá-los juntos. Ela se joga de cabeça na personagem e é uma transformação surpreendente, uma chance de mostrar seus talentos como atriz cômica, dramática e uma heroína de ação novata. 

Jane não retorna apenas para preencher a necessidade de mais heroínas, ‘Amor e Trovão‘ é bem-sucedido onde os filmes anteriores falharam com Jane, dando a ela um arco emocional completo. Através de Jane e Thor, Waititi captura perfeitamente a estranheza de encontrar um ex e não saber como interagir quando você ainda nutre sentimentos por eles e depois de quase uma década, os fãs finalmente recebem uma explicação satisfatória de por que ela e Thor nunca deram certo, e numa sequência comovente que nos mostra como seu relacionamento se desfez, Portman e Hemsworth têm uma química brilhante que não estava presente até agora. É impossível não torcer por eles. Em uma galáxia de casais de super-heróis mal preparados, suas interações ajudam a estabelecer um novo padrão.

Gorr pode soar como um vilão sem muito valor, mas seus motivos estão enraizados na crença de que aqueles que estão no poder só se preocupam consigo mesmos, em vez de ajudar aqueles que buscam orientação e proteção deles. Bale consegue mostrar suas habilidades de atuação em um monólogo que rouba a cena e a cena joga artisticamente com cores suaves que dançam na tela durante uma batalha emocionante.

Embora a amizade de Valquíria e Jane seja um dos destaques do filme, é absolutamente bizarro, e um pouco de partir o coração, que os parceiros originais de Jane não recebam mais tempo de tela, especialmente depois que ela se torna a Poderosa Thor. Sem contar mal aproveitada participação de Jaimie Alexander como Lady Sif. Além disso, uma breve menção aos amigos de Thor, The Warriors Three, em que Korg esquece o nome do personagem asiático Hogun, o Grim, deveria ser uma brincadeira, mas parece desrespeitoso e desdenhoso.

Mas devido à sensibilidade de Waititi, ‘Thor: Amor e Trovão‘ é o filme mais inclusivo da Marvel, recusando-se a fugir da sexualidade dos personagens e isso é o coração do filme: o amor em suas muitas formas.

A ênfase no amor em suas diferentes formas (seja familiar, compassivo ou romântico) é uma de suas maiores lições do filme que ficará com você mesmo depois de sair do cinema.

Com uma trilha sonora de heavy metal que te faz sair do cinema escutando com Guns N’ Roses, uma surpreendente e rápida aparição de Russell Crowe (como Zeus), sequências de ação exageradas e duas cabras desagradáveis, mas hilárias, “Thor: Love and Thunder” é uma das mais divertidas aventuras do MCU, uma que na verdade reflete o espírito de ler uma história em quadrinhos.

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