Crítica | Moonfall: Ameaça Lunar – Sci-fi catastrófico se leva a sério demais, mas é um grande pipocão

O fascínio com relação ao universo há séculos permeia o imaginário das pessoas. A gente sempre quis conseguir explicar coisas que não entendemos do universo, e, por falta de respostas, criamos justificativas. É aí que entra a arte – e, mais especificamente, a sétima arte e seu filme catástrofe. Como mais um representante do gênero, estreia hoje nos cinemas ‘Moonfall: Ameaça Lunar’.

O cientista wannabe KC Houseman (John Bradley) acaba de descobrir que a lua saiu de rota e está prestes a entrar em colisão com a Terra, mas, por ser um mero civil e, de certa forma, um fanático, ninguém presta atenção. Até que ele decide jogar tudo na internet, o que acaba chamando a atenção do astronauta Brian Harper (Patrick Wilson) e da comandante Jocinda Fowl (Halle Berry), da NASA. E agora, para salvar a Terra, esse improvável grupo terá que se unir, apesar dos percalços.

Moonfall: Ameaça Lunar’ é como uma grande banana split: recheada de confeitos, caldas e outros acessórios açucarados, a gente tende a perder o foco da banana. Com o perdão do trocadilho, tirando os efeitos especiais, a história, em si, demora a engrenar, destina atenção demais a elementos desnecessários (como o julgamento do rapaz) e acaba faltando tempo para o que realmente importa (a explicação do que é a ameaça). Distrai tanto o espectador, que, quando a informação importante vem, a gente nem estava mais prestando atenção.

Mas o filme é divertido, com suas galhofices e síndrome de heroísmo americano. Ao contrário do que o filme propõe, o espectador não pode levar a sério ‘Moonfall: Ameaça Lunar’: é para ir ao cinema esperando o pipocão do entretenimento, porque, para uma verdadeira explicação de uma ameaça vinda do céu,  até ‘O Galinho Chicken Little’ fez melhor.

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