Crítica | Carmen Sandiego – Terceira temporada traz missões e vilões desafiadores

Em que lugar da Terra está Carmen Sandiego?” Para quem cresceu nos anos 1990, essa simples pergunta traz boas lembranças em frente à televisão, onde o público acompanhava Ivy e Zack, dois jovens detetives, que viajavam pelo mundo atrás da ladra Carmen Sandiego. Baseado no jogo de computador, da década de 1980, o desenho começava com Carmen roubando algo precioso, e o Chefe da Agência de Detetives ACME avisando seus dois agentes sobre o crime. Os irmãos seguiam a criminosa através das pistas deixadas, que indicavam o próximo país para onde ela iria. Desde o início, o enredo tem como objetivo ser educativo. Seja no jogo ou no desenho, o público aprende aspectos geográficos, históricos e culturais dos países em que passam, enquanto tentam capturar Carmen.

Criada por Gene Portwood e Lauren Elliott, ex-funcionários da Disney, Carmen Sandiego era uma órfã adotada pela ACME, que se tornou a melhor detetive da agência. Mas, com o passar do tempo, os casos ficaram muito simples, e Carmen sai da ACME para fundar a VILE, onde vilões viajavam pelo mundo para roubar diversos artefatos por ordem da ladra. Apesar de ser a “vilã” da história, Carmen Sandiego conquistou o público e sua série nunca foi esquecida. Vinte anos após seu cancelamento, o saudoso desenho ganha uma nova versão pela Netflix.

Lançada em 2019, ‘Carmen Sandiego’ reinventa a fórmula da série clássica, visando apresentar a personagem para uma nova geração, o que também foi feito com outros desenhos, como ‘She-Ra e as Princesas do Poder’. Na nova versão, Carmen (dublada, no original, por Gina Rodriguez) é uma órfã criada pela VILE. Ao descobrir que se trata de uma agência de vilões, Sandiego foge e passa a combater a agência, impedindo que seus inimigos roubem artefatos valiosos ao redor do mundo. Enquanto isso, Carmen é perseguida pelos agentes da ACME, Chase Devineaux e Julia Argent. Outros personagens clássicos retornam nas novas aventuras, como Ivy, Zack e o hacker Player.

O desenho mantém o objetivo de ser educativo, apresentando as características dos países por onde passa de uma forma bem didática e divertida. Ao longo das temporadas, o público descobre mais informações sobre o passado de Carmen, e o quanto os próprios vilões da VILE estão relacionados com sua família. Assim, a terceira temporada inicia com a jornada de Carmen em busca de sua mãe. Passando por países como México, Itália e Inglaterra, os assuntos pessoais devem ser deixados de lado quando a VILE planeja crimes cada vez mais ambiciosos. Apesar dos vilões recém-saídos da academia serem interessantes e mais desafiadores, seus professores parecem mais cômicos, preocupando-se mais com festas de Halloween do que em capturar Carmen.

Apesar de curta, a nova temporada mantém a fórmula da série com maestria. Os saudosos fãs do desenho original podem sentir falta do lado vilanesco que tanto marcou a personagem, mas nada que impeça de aproveitar a nova narrativa. Afinal, a série possui uma proposta diferente da original, uma proposta que está sendo bem executada. Agora, só resta aguardar uma possível quarta temporada para o público descobrir mais sobre o passado da lendária Carmen Sandiego.

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