Crítica | Brinquedo Assassino – Nova Versão Surpreende e Diverte!

Desde que as primeiras imagens do novo ‘Brinquedo Assassino’ foram divulgadas, a internet foi à loucura – e no sentido negativo. Com uma estética botocada e movimentos limitados, o boneco foi chamado de filho do Whinderson Nunes, por ser a cara do comediante. Porém, agora que o longa chega aos cinemas, o resultado surpreende.

            É claro que algumas mudanças tiveram que ser realizadas para ajustar a trama aos dias de hoje, e esse argumento funciona na nova versão. Hoje o novo Chucky possui inteligência artificial, capaz de reconhecer faces e comandos, decodificá-los internamente e processá-los ao ponto de conseguir elaborar suas próprias ações. Tudo isso é bastante possível com a tecnologia desenvolvida em nossa realidade, que conecta todos os aparelhos eletrônicos a um mesmo dispositivo, que centraliza e direciona os comandos de acordo com sua programação. Incrível, não? E totalmente possível.

            Então, o novo Chucky vem com essa proposta, e isso fascina a garotada. Andy (Gabriel Bateman, que é a cara do Ansel Elgort) ganha um de sua mãe, Karen (interpretada por Audrey Plaza, a mesma atriz que não podia falar palavrão em ‘Scott Pilgrim’) , porém logo ele se mostra com algum defeito, e o que era para ser um brinquedo companheiro rapidamente se transforma numa criaturinha obcecada pelo garoto. Todo o resto, vocês já podem imaginar.

            No original, o boneco é dublado por Mark Hamill, o famoso Luke Skywalker, de ‘Star Wars’. Não à toa, sobram referências à Dona Disney – com personagens chamando o outro de Han Solo e Karen ganhando de presente um palito de picolé embrulhado para presente – e outros elementos da cultura pop. Num mundo em que tudo é virtual e os jovens, além de não terem amigos físicos, consideram o celular sua principal fonte de aprendizado, tudo é possível.

            Com uma narrativa simples, e até mesmo previsível, o essencial da história do brinquedo do capiroto está ali, e de fato entretém. Para os fãs de terror slasher, o sangue e a tosqueria se fazem presente em cenas de se fechar os olhos e que também prestam homenagem a grandes clássicos do gênero, o que arranca gargalhadas nervosas e satisfeitas do espectador. Ah! E pode ser que role continuação, hein?!

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