Crítica | Homem-Aranha: Longe de Casa – O Multiverso do Cabeça de Teia Ganha o Mundo!

O Homem-Aranha sempre foi o herói e amigo da vizinhança, o queridinho na hora de resolver pequenos e grandes problemas pelas ruas de Nova York. Peter Parker era chamado para conter invasões de malfeitores com grande poder armamentício e também para impedir pequenos furtos pelas calçadas. Tudo isso o tornou um nome fácil para todos, porém, ele ainda é um jovem que está na escola e, às vezes, precisa voltar à própria realidade, onde é apenas um adolescente que precisa passar de ano. Por isso, Peter topa ir numa excursão com os colegas da escola para a Europa, na qual percorreriam vários países para estudar os pontos científicos de cada um.

Só que, lógico, no meio da viagem, um novo herói, Mysterio (Jake Gyllenhaal, nascido para esse papel cativante, porém obscuro) surge, e Peter Parker (novamente o fofinho do Tom Holland, que está mais querido do que nunca neste novo filme) se sente mais aliviado por ter alguém pra cuidar do mundo enquanto ele pode se preocupar em apenas ser um adolescente e focar em tentar conquistar seu amorzinho, Mary Jane (Zendaya, bastante antipática e marrenta no papel, o que pode gerar um problema entre os fãs se ela se mantiver assim nas próximas sequências). Mas, claramente o desejo do jovem vai ter que ficar de lado porque uma grande ameaça surge e coloca toda a Europa em risco, especialmente seus colegas de turma.

Se por um lado a trama desse novo ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ parece simples (e é), por outro ela abre o universo do Aranhudo para possibilidades infinitas, que abrangem desde a ideia de (finalmente) inserir o Aranhaverso nas versões live action do herói, quanto também para fazê-lo circular e atuar em outros locais para além de Nova York. Isso é parte da estratégia de marketing e universalização da Marvel/Disney, que busca descentralizar suas histórias para além dos Estados Unidos, tentando levá-las a outros países e, assim, aumentar e potencializar seu público consumidor. Além disso, é, também, uma estratégia de representatividade, pois neste filme a história se passa pela República Checa, França/Paris, Londres/Inglaterra, Itália, Alemanha e Holanda. Ao inserir seis países europeus como cenário de sua trama, os fãs daquele continente se sentem representados, o que potencializa o número de espectadores nos cinemas. Como podem ver, Dona Disney/Marvel não dá ponto sem nó. Sem contar que o filme, além dos CGI e inserção de paisagens locais, também foi filmado na Austrália e no Canadá – ou seja, sua intenção era envolver o maior número de países possíveis na produção, rs.

Talvez tudo isso tenha colaborado para este ser um dos filmes mais solares do Homem-Aranha, e, definitivamente, o melhor desde que a história dos quadrinhos passou a ser adaptada com atores reais. Com planos abertos e filmado em locações externas e/ou muito iluminadas, o humanismo dos personagens é realçado, mostrando que cada um deles tem seu lado bom – mesmo os vilões.

Há, claro, participações especiais de ooooutros personagens do MCU, que não dá pra falar porque é spoiler, inclusive de outros filmes do Homem-Aranha, e isso tudo é muito especial para os fãs que acompanham as adaptações da Marvel há duas gerações. E também há menção a outras franquias da Disney, como uma piada com referência a Star Wars que rendeu inclusive uma menção de agradecimento à Lucasfilm por ceder a cortesia.

Com grandes efeitos especiais e muita tecnologia, há possibilidades, inclusive, do filme ser indicado ao Oscar nos quesitos técnicos, que são, realmente, um deleite aos olhos, o que é bastante justo, porque ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ tem aventura, ação, romance e drama na medida certa, com uma trama simples e bem elaborada, e uma dupla de protagonistas cativante, que vai fazer o espectador sentir cada vez mais carinho por este que é o personagem que está ganhando cada vez mais espaço dentro do Universo da Marvel – e no coração dos fãs.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: