Crítica | ‘Brightburn: O Filho das Trevas’ – O lado mau do Superman

Todo mundo conhece a história do Superman: um sujeito que meio que caiu na Terra vindo de outro planeta, e que aqui, mesmo sendo um ET, ganhou o aspecto humano, cresceu e viveu entre nós, até se tornar um super-herói bonzinho que nos salva dos perigos. Agora… o que aconteceria se esse ET que caiu na terra fosse, na verdade, um sujeito mau? Um psicopata, serial killer, que também ganhasse aspecto humano mas que, durante sua vida como terráqueo, ao descobrir seus poderes os usasse exatamente contra nós.

            Esse é o mote de ‘Brightburn’, filme de terror que chega essa semana aos cinemas com direção de David Yarovesky e roteiro de Brian Gunn e Mark Gunn, parentes de James Gunn, que, vejam só, não só ajudou a produzir o filme como também foi responsável pela direção de ‘Esquadrão Suicida’, do Universo DC, detentora dos direitos autorais do Superman. Apesar disso, em entrevista recente ao CinePop, James Gunn comentou que não houve nenhum impedimento da DC com relação à realização deste filme, referente às questões de direitos autorais. Ainda bem.

            Particularmente, não sou a favor de títulos mantidos em inglês no Brasil, porém ‘Brightburn’ é o nome da cidade, no interior do Kansas, onde os eventos ocorrem – e  é bom responder isso, pois a informação só aparece no fim do filme.

            O filme, que começa como um drama e depois envereda para o terror, possui cenas de mutilação bem explícitas, então, é bom ressaltar isso também para os espectadores mais sensíveis fecharem os olhos. Mas é um terror redondinho, bem amarrado, que se calca essencialmente nas atuações equilibradas de um elenco em sintonia, encabeçados pela mãe Tori Breyer (Elizabeth Banks, convincente no seu estágio de mãe em negação) e pelo pai, Mr. Breyer (David Denman, cujo sofrimento moral chega quase a ser palpável). Mas o destaque é mesmo a atuação do jovem endemoniado Jackson A. Dunn, que entrega um Brandon Breyer psicopatinha até a raiz do cabelo.

            Com um argumento ousado e criativo, ‘Brightburn: Filho das Trevas’ é a melhor opção de terror original dos últimos meses, que prova que não é preciso grandes efeitos especiais para realizar um filme: tudo que se precisa é uma boa história com a qual os espectadores se relacionem, e isso ‘Brightburn’ faz com excelência, ao navegar na onda hypada dos super-heróis.

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